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Infelizmente, transtornos mentais, como a ansiedade, não têm uma idade mínima. Experimentar ansiedade na infância sempre é difícil e tem o potencial de ser um fator traumatizante, tanto para as crianças que passam por isso como para seus pais.

Lidar com distúrbios como a ansiedade em crianças é ainda mais complicado do que em adultos, porque, muitas vezes, pode ser difícil descobrir se o seu filho está sofrendo de ansiedade ou de outra condição.

Em crianças, os sintomas de ansiedade, frequentemente se sobrepõem aos sintomas de outros distúrbios, e pode ser muito fácil confundi-la com uma deficiência de aprendizado ou um distúrbio de déficit de atenção.

Por isso, preparamos este post para esclarecer sintomas comuns de ansiedade infantil que podem ser sinais de alerta para buscar ajuda especializada.

 

Sinais e sintomas de ansiedade em crianças

A ansiedade se apresenta de muitas maneiras diferentes nas crianças, sintomas que nem sempre são fáceis de entender, tais como:

  • Agitação;
  • Inquietação anormal;
  • Falta de atenção e perda de foco;
  • Dores de cabeça ou de estômago com origem somática;
  • Birras;
  • Choro sem motivo;
  • Recusa de ir para a escola;
  • Crises antes da escola relacionadas a roupas, cabelo, sapatos e/ou meias;
  • Crises depois da escola relacionadas ao dever de casa;
  • Dificuldades para mudar de atividade bruscamente;
  • Problemas para se acomodar na cama;
  • Insônia;
  • Ficar excessivamente nervoso com trabalhos escolares, tarefas domésticas e desempenho esportivo.

Essencialmente, a ansiedade em crianças tende a se manifestar como comportamentos negativos que você pode ter visto de relance no passado, mas que estão se tornando cada vez mais frequentes e intensos.

 

Experiências e eventos assustadores

O desenvolvimento da ansiedade em crianças pode estar ligado a uma situação ou evento percebido como assustador ou traumatizante. Por exemplo, a recusa enfática para não ir mais à escola por parte de uma criança pode ser decorrente de uma experiência negativa — como ver uma briga ou outra criança tendo uma crise médica e ser levada de ambulância — ou de um comportamento tóxico de terceiros em relação à criança — como bullying ou assédio.

 

Transtorno obsessivo-compulsivo e ansiedade

Muitas vezes, em um esforço para administrar fortes sentimentos de ansiedade, as crianças podem começar a criar rituais, fazendo com que fiquem mais propensas a desenvolver Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

As crianças podem se envolver em rituais específicos que precisam ser completados de manhã, depois da escola ou antes de dormir, em um esforço para afastar coisas potencialmente negativas. Temas comuns do TOC são fobia de germes e rituais para garantir segurança, perfeição ou organização.

 

Identificando e Tratando a Ansiedade em Crianças

Às vezes, a ansiedade infantil pode ser ignorada porque os responsáveis pela criança acreditam que esses comportamentos anormais são apenas “uma fase”. No entanto, se algum desses sintomas ou comportamentos persistirem, é fundamental consultar um psicólogo que use uma abordagem comportamental cognitiva para tratar a ansiedade.

Como a ansiedade na infância também pode ser cansativa para os pais, é essencial que os adultos também obtenham ajuda para o problema, por meio de grupos de apoio ou psicólogos. Somente assim é possível oferecer uma orientação efetiva para o seu filho à medida que o tratamento para redução da ansiedade ocorre.